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Televisão E COMPORTAMENTO

Lidia Natalia Dobrianskyj Weber

 

 

-         Todos os programas de TV são educativos... resta saber o que eles estão ensinando...

-         A TV influencia as percepções do comportamento social e realidade social do espectador

-         Ratinho manipula a desgraça dos outros. Pega pessoas sem cultura, ignorantes e, portanto, fáceis de serem manipuladas por 15 minutos de fama e talvez uns trocados, e expõe de forma maciça a sua vida diante das câmaras. Os outros gostam, porque vêem algo que é pior do que acontece com elas e é real! Supostamente... O espectador é recompensado pela desgraça do outro, porque não é com ele...

-         Objetar a TV levanta questões morais, de bom senso, filosóficas, estéticas... mas ninguém pode dizer que é benéfico uma criança de 5 anos assistir violência ou cenas de sexo gratuito!

-         A TV transmite  informações e molda atitudes sociais : modela o que normal, as regras, o real; modela normais culturais; a TV transmite imagens importantes e dignas de crédito: telejornais, então as outras imagens também são dignas de credito!

-         A TV é importante em como são apresentadas as minorias por exemplo: gays sempre satirizados; negros como empregados; mulheres bonitas e burras... Mesmo a comédia faz isso. A caricatura. Por exemplo, A Daniella Winnikies é engraçada, quase uma sátira, mas as outras cenas são cenas de verdade, os beijos são de verdade etc.

-         A TV fornece scripts acerca de como os adultos supostamente devem agir: ela ensina papéis de gênero, conflitos, padrões de namoro e gratificação sexual (como encontrar parceiros, como tratar os parceiros etc) e modelos de como lidar com o stress (ser violento ou passivo, esconder-se ou enfrentar etc)

-         Por exemplo, os espectadores pesados podem acreditar que o sexo, estupro e casos extraconjugais são bem mais comuns do que realmente são. O sexo para os jovens passa a ser uma atividade de ação e aventura ao invés de um meio de expressar afeto.

-         Estudos mostram que as novelas representam uma visão mais sensacional, pouco apurada e aditiva da sexualidade adulta: o sexo extra-conjugal é retratado 8 vezes mais do que o sexo entre pessoas casadas; 94% dos encontros sexuais exibidos são entre pessoas não casadas uma com a outra; a sexualidade é freqüentemente apresentada como sendo impessoal, sem emoção e exploradora; apesar da menção de contracepção ser muito rara as mulheres raramente engravidam; a não ser que seja gay ou prostitua raramente alguém admite uma DST; os homossexuais são apresentados como estereotipados e como vítimas ou vilões. As novelas americanas aumentaram seu conteúdo sexual em 103% desde 1980 (Greenberg, 1994).

-         O modo mais efetivo para os pais ensinarem aos filhos certos comportamentos é demonstrar o comportamento e fazer com que as crianças modelem-se de acordo com este – precisamente o que a TV faz. O que é observado pode ser imitado ou pode simplesmente influenciar as crenças de uma crianças sobre o mundo.

-         Na verdade o que é observado pode ser imitado: quem fuma tem mais amigos, quem bebe tem mais amigos, quem compra a sandália da Xuxa tem amigos...  Sexo é bom para vender quase tudo!

-         A propaganda é perversa: atores funcionam como SD; merchandising nas novelas: fazem uma cena só para mostrar o shampoo da mocinha...

-         O comportamento sexual é encorajado sim pela TV; poderiam pelo menos ensinar métodos contraceptivos! Roupas extravagantes, comportamento dos mocinhos. O quanto eles tem recompensas com seu comportamento, o quanto eles tem ganho na novela, tanto mais irão influenciar os telespectadores. Se todo mundo quer usar roupas, adereços etc, porque achamos que não imitamos o comportamento também?? Se a adolescente vê todo mundo indo para cama, não se fala em prevenção, e  ninguém fica grávida, então aprende que é assim é pode...

-         Dessensibilização em relação ao sexo e à violência: cenas com conotação sexual.

-         O problema também é a quantidade de tempo que as crianças passam na frente da TV: 35 horas semanais! A criança mais tempo na frente da TV do que fazendo qualquer outra coisa, inclusive estudando e indo para a escola!

-         Por que não colocar programas realmente educativos com comportamento pró-social??

-         É importante saber se a violência é justificada ou não. Se o mocinho faz violência mas ela aparece como algo bom, então a criança aprende que violência é boa. Ele faz violência, ou tem mal caráter, mas se dá bem no final, ou seja, é reforçado... Generalização de respostas. A violência é boa e aceitável desde que o mocinho triunfe!

-         Em desenhos animados isso é comum: os personagens “heróis’ começam a violência, esta não apresenta conseqüências, ou seja, os vilões saem ilesos e os mocinhos não mostram qualquer remorso sobre o processo. A violência é glamurizada!

-         TEENS: a aparência das adolescentes é exibida como sendo mais importante que sua inteligência; meninas inteligentes são comumente exibidas como desajustadas sociais; as adolescentes são mais passivas do que seus colegas meninos; as adolescentes são retratadas como obcecadas em comprar e encontros com namorados e geralmente são de classe média alta.

-         Síndrome do mundo sexy: no Brasil., atitudes permissivas em relação ao sexo. Violência feliz, consumismo feliz, sexo feliz, traição feliz... são imagens que se passam....

-         A TV poderia ter influências pró-sociais poderosas... se quisesse...

-         Pais ocupados desligam-se seus filhos exigentes ao ligar a TV... com isso as crianças e adolescentes estão sendo criados e educados pela violência e sexo da TV.

-         Circunstâncias em que a TV pode ativar o comportamento agressivo ou anti-social: recompensa ou ausência de punição ao agressor; exibição de violência como algo justificado; aspectos da exibição na ficção que coincidem com a vida real (a vítima tem traços similares a alguém que o sujeito antipatiza na vida real); exibição do agressor como alguém similar ao espectador; violência na vida real; violência não-criticada; violência sem humor associado na história; agressão contra mulheres por homens engajados na conquista; exibições- violentas ou não – que deixam o espectador excitado; espectadores que estão irritados ou são provocados antes de verem uma exibição de violência.

-         A violência é recompensada ou punida? Ela é justificada ou não tem quaisquer conseqüências? Ela é pertinente ao espectador? O espectador é suscetível a ela?

Meta-análises comprovam que a violência na TV aumenta a probabilidade de comportamento anti-social ou agressivo.

 

 

The more I think about it the more worried I get about the effects of TV on our children's developing brains and minds.

 

The average time spent watching TV is over 27 hours per week for 2-to 5-year-olds and over 23 hours per week for 6-to 11-year olds.

The numbers get more worrisome when they are totalled. Children spend more time in front of the TV set than in any other activity except sleeping. By age 18, children and adolescents will have spent more hours watching TV (15,000 to 18, 000) than in the classroom (12,000). By the time they are 70, today's children will have watched 7 years of TV!

What are TV's downsides?

o Undue exposure to VIOLENCE. The evidence that TV violence increases the likelihood of aggressive behavior in children, especially in boys, is compelling.

o Undue exposure to what I call UNREALISTIC SEX with 14,000 explicit references to sex per year and only 175 references to contraception or sexually transmitted diseases. On the soaps, mention of sex between unmarried partners is 24 times more common than sex between married partners.

o CONSUMERISM has reached new lows: there are now more than 70 program-length commercials to sell toy products (this type of marketing to innocent children has been referred to recently as "electronic child abuse").

o Encouragement of POOR HEALTH HABITS--couch potatoes not only aren't exercising but they are being exposed to junk food commercials. We all know that overeating without exercise is the formula for obesity. And even more troublesome, 53 percent of children with elevated cholesterol levels watched 2 or more hours of TV daily compared to 34 percent of control children with normal cholesterols levels. In addition people shown on TV from news anchors to actors to those who spout commercials are almost all thin which may be contributing to the increase in the incidence of anorexia nervosa.

o STEREOTYPING abounds. Entire groups of people like the elderly are shown as feeble or are underrepresented. The cartoons stereotype villains as foreigners. Teen-age girls are shown obsessed with makeup, shopping, and boys while intelligent girls are portrayed as misfits. Women are portrayed in both programs and commercials as traditional homemakers though more than 60 per cent of mothers are employed outside the home.

o Television is the epitome of PASSIVITY. Children who watch a lot of TV sit like zombies in front of the set.

o TV exerts a DISPLACEMENT effect on children. The time they spend in front of the TV set is time they are not spending reading, interacting with friends, or thinking and dreaming about their future.

o TV, although theoretically a wonderful educational medium, does NOT PROMOTE COGNITIVE LEARNING. As a matter of fact recent studies show that TV watching more than 1 or 2 hours a day has a deleterious effect on reading scores.

o Children imitate what they see and hear and I notice an “EPIDEMIC OF SASSINESS" today. Kids are rude and loud just like the ones on Rugrats.

I don't recommend throwing out the TV set because there are some programs that every child should watch like men walking on the moon or the opening ceremonies of the Olympics. And TV can be a boon to the sick child who has to stay home from school for a few days.

What can parents do?

o Limit TV to NO MORE THAN 1 TO 2 HOURS PER DAY.

o Don't leave the TV on as background to your family life. Your TV set is an appliance and can and should be turned off when not in use.

o Don't watch a lot of TV yourself. Children are more apt to do what we do rather than what we say.

o Watch TV with your children so you can interpret what they see in terms of your own family's values.

o If you can't watch TV with your children screen the programs or rent suitable videos. Always know what your child is watching. Do not let your children play "channel roulette" or they may end up watching perfectly terrible things.

o Let your children see you reading, engaged in sports, etc. because you are their role model.

o Do not let young children watch MTV! Music videos combine all the dreadful things about TV: sex, violence especially violence against women, alienation from society, and stereotyping.

o Encourage your children to lead active lives off the couch. Let them invite friends over to play, expose them to sports, give them music lessons, teach them how to play board and card games, expect them to do chores, encourage them to do art work by having supplies available at home.

Let me offer a couple of suggestions to all the tired mothers out there who use TV as an electronic babysitter while they fix dinner (I was on of those tired mothers myself). Teach the children how to cook so they can help you in the kitchen. Even a 4 year old can set a table. Alternatively, let the children read to you while you are cooking.

 

 

Universidade Federal do Paraná

Departamento de Psicologia - Profª Drª Lidia Natalia Dobrianskyj Weber

Praça Santos Andrade, 50 - 1º andar

Fone: (41) 310-2669 Fax: (41) 310-2625 - 80060-000 Curitiba-PR

 

 

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