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DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA Mariana, 16 anos, passa horas e horas deitada em seu quarto; luzes apagadas, incenso queimando e músicas tristes dominam o ambiente. Este poderia ser um simples comportamento desta "fase adolescente", mas se observarmos mais atentamente percebemos que seu comportamento é freqüente, ela não aceita os poucos convites para sair com os amigos, está tirando notas muito baixas na escola, tem brigas constantes com todos os membros de sua família e dificuldade para dormir. Ela mesma não consegue entender o que se passa com ela e se pergunta: "Será que isso é só uma fase?" "Eu me sinto doente mas não sei o que fazer nem com quem falar". Seus pais recriminam o seu comportamento e fazem comentários que em nada ajudam, ao contrário abalam ainda mais a sua auto-estima: "Sai desse quarto menina e vá respirar ar puro!"; "Com a sua idade eu já trabalhava e você não faz nada e ainda vai mal na escola"; "Você não gosta de nada nem de ninguém mesmo. Nem sei a quem você puxou!"; "Você está um 'aborrecente', levante esse ânimo, você nem tem idade para ficar triste".
As dificuldades acadêmicas, problemas de relacionamento com colegas, aumento da irritabilidade e agressão e tentativas de suicídio podem estar associadas com a depressão em adolescentes. Uma pesquisa recente, publicada pela revista da Associação Americana de Psicologia em dezembro de 2000, revela que adolescentes que fumam têm maior probabilidade de desenvolver sintomas depressivos do que seus colegas não fumantes. Aqueles adolescentes que já tinham sintomas de depressão apresentaram duas vezes maior chance de se tornarem fumantes, o que fez os autores da pesquisa sinalizar a importância de providenciar orientação para o não uso do tabaco e estímulo para que aqueles que fumam deixem de fazê-lo.
Os chamados transtornos de humor, nos quais está incluída a depressão, fazem parte de um dos grupos de doenças com menor chance de serem diagnosticadas em crianças e adolescentes: eles têm dificuldades para expressar o que sentem, os sintomas são diferentes em adultos e adolescentes e a maioria das pessoas e muitos profissionais pensam que a depressão é uma doença de adultos. Os dados mostram que 7 a 14% das crianças experienciaram um episódio depressivo sério antes de 15 anos e 20 a 30% de pacientes adultos relataram que seu primeiro episódio depressivo aconteceu antes dos 20 anos.
Vale a pena entender o adolescente e prestar atenção em seu comportamento, além de lembrar que a orientação, supervisão e diálogo são sempre importantes.
Mitos e Realidade
Identifique os Sintomas da Depressão na
Adolescência
Se você identificar vários desses itens em seu
filho, em um amigo ou em você mesmo, pode ser um quadro depressivo. Antes de
qualquer decisão, procure ajuda profissional (psiquiatra, psicólogo ou médico da
família), pois a avaliação e o diagnóstico são essenciais para o tratamento e a
recuperação. |
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Universidade Federal do Paraná Departamento de Psicologia - Profª Drª Lidia Natalia Dobrianskyj Weber Praça Santos Andrade, 50 - 1º andar Fone: (41) 310-2669 Fax: (41) 310-2625 - 80060-000 Curitiba-PR
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